quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Tema: Santuário de Deus.



Saudação: Graça e paz amados do Senhor, escolhidos são vocês, para juntos serdes proclamadores do evangelho do nosso Salvador e Rei; Jesus Cristo. Que nesta noite Deus muito vos abençoe. Amém.

Texto Bíblico: 1 Coríntios 3.16.
Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?

Introdução: E maravilhoso servi o Senhor, não temos dúvida disto, e quanto mais o conhecemos isso se torna surpreendente. Aproximamos-nos de Deus, nossas fragilidades aparecem e juntamente com elas o canal da Graça e Misericórdia que é incessante em nosso favor. Deus é surpreendente e com isso nos surpreende a cada dia demonstrando seu Amor.

Se fosse possível enumerar o favor de Deus (seu amor para conosco), o texto acima ficaria na segunda posição (opinião do autor), da iniciativa de Deus para resgatar o homem do pecado, da vida promiscua que outrora levávamos. Rm 3.23. Não tem como ser templo de Deus, se em primeiro plano olhar para cruz e reconhecer Jesus como Senhor. Escrevendo aos romanos 10.9, Paulo testificar a necessidade de se confessar com a boca o senhorio de Cristo, e credes com o coração. A morte e ressurreição de Jesus é o divisor da minha e da sua história, 2 Co 5.17.

O evangelista João disse: E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Jo 8.32. ELE é a verdade, Jesus; outrora não tínhamos este conhecimento, éramos inimigos, longe do Senhor andávamos como diz a letra da canção. Mesmo nestes caminhos distantes o Amor de Deus nos resgatou e nos trouxe para sua maravilhosa luz, porque antes andávamos em trevas; guiados pelo nosso próprio senso, influenciados pelo nosso adversário, já pensou nisto. Através da pregação do evangelho a luz raiou em meio às trevas, e as escamas caíram, louvado seja o nome do Senhor.

Temos a vida eterna, se assim cremos; já estaria tudo maravilhoso, espetacular. Rm 10.11. Mas outro favor de Deus, nos fazer morada do Altíssimo, morada do Espírito Santo; como está escrito acima. Você que está lendo esta carta pastoral, você é morada de Deus, não se esqueça, Deus escolheu você para morar, você sim é o templo de Deus. Após termos este conhecimento nos cabe uma pergunta; o que temos feito com o templo de Deus? É para refletirmos, se somos escolhidos, Deus tem algo a fazer em nossas vidas, uma transformação está acontecendo, creio que você não é mais o mesmo, permiti essa transformação não endureça seu coração.

Que o Espírito de Deus continue inundando vossas vidas, de graça e amor e também misericórdia, para que possamos passar adiante, refletir de maneira que o nosso semelhante perceba o mover e transformação de Deus, o que o evangelho é capaz de fazer, você e prova viva do agir de Deus. Assim me despeço no amor de Deus. Amém.





Tema: Que terra quer ser?


Saudação: Graça e paz amados; Bendito seja o nome do Senhor e consumador da nossa fé , Jesus Cristo, filho de Deus. Amém.

Texto bíblico: E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear. E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na; E outra parte caiu em pedre
gais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda; Mas, vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.  E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na. E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta. Mateus 13.3.8.

Introdução: Nesta parábola, Jesus nos ensina o poder do conhecimento e como podemos ser roubados. Esta é uma estratégia maligna, nos roubar o conhecimento, para que afastemos de Jesus e de sua vontade maravilhosa para nossas vidas. Precisamos aprender com esta parábola a não sermos roubados. A interpretação desta parábola é: Jesus o semeador, a semente é a palavra de Deus, enquanto os tipos de solo (terra) são os homens.

Sementes a beira do caminho.

Jesus ensina que sementes do conhecimento da palavra podem ser roubadas pelo maligno. Essas sementes estavam á beira do caminho, ou seja, Jesus está falando de pessoas que não estão em seu caminho, até já ouviram falar, estão próximas, talvez até frequentem a igreja, mas não estão verdadeiramente em cristo. ELE se apresenta: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai, senão por mim.” João 14.6. Por isso o maligno tem condições de roubar essas sementes, as pessoas que as recebem estão fora do caminho.

Sementes entre pedras.

Outras sementes caem entre pedras. Estas sementes não podem frutificar, por que não podem criar raiz. As pessoas que são como terreno pedregoso são pessoas que não buscam a profundidade do conhecimento de Deus, elas estão rasas, e logo suas sementes morrerão. Exemplo: o Feijão no algodão nos tempos de escola.

Sementes entre espinhos.
Outro terreno que Jesus compara com os homens, são os espinhos. Você pode imaginar uma semente dar fruto entre os espinhos? Na própria explicação da parábola, Jesus esclarece: espinhos são pessoas que ouvem a palavra, mas os cuidados do mundo as aprisionam, e por isso não podem frutificar. Jesus declarou: “quem quiser vir após mim, negue-se, tome sua cruz e siga-me.” Lucas 9.23. Contudo, a parábola fala de pessoas que são como espinhos. Na rosa, o espinho tem a função de proteger, mas pessoas que são como espinhos estão querendo proteger seus próprios interesses se fecham em si mesmas, em suas verdades e convicções e por isso não conseguem frutificar a palavra de Deus em suas vidas.

Sementes em terra fértil.
Por fim Jesus descreve pessoas que são como a terra fértil, essas segundo a palavra,ouvem,compreendem e dão frutos, e os frutos são multiplicados, uma única semente pode gerar cem, sessenta ou trinta frutos. Vemos que nem todos conseguem dar seu fruto. A terra boa, que dá essa colheita abundante, deve ser nosso coração de discípulo, que procura aprender mais Dele, e abre mão de seus próprios interesses, dos prazeres do mundo para viver com Jesus. Aquele que viver desta maneira será considerado uma terra fértil e dará muito fruto.

Conclusão.
Com a parábola do semeador, fica claro que todos tem a oportunidade de aprender a palavra da verdade. Veja que o semeador saiu a semear sementes, ele não ficou escolhendo em que tipo de solo era mais apropriado ou mais merecedor para receber as sementes. O que diferenciou na hora da colheita, é que alguns desprezaram a sementes, enquanto outros entenderam que esta semente de conhecimento é a que dá frutos para vida. Nesta parábola o semeador está nos perguntando: qual tipo de terra você escolhe ser; a que está à beira do caminho, entre pedras, espinhos, ou a terra boa que dá frutos? O que tem te impedido de ser terra fértil, o jardim de Deus?






Tema: Salvação; um dom gratuito de Deus.


Saudações: A paz do Senhor amados e queridos irmãos em Cristo, Senhor nosso; que nessa noite única e singular Deus muito vos abençoe.

Texto: Romanos 6.23.                

Introdução: Deus o ama e deseja que você saiba que a salvação não é pelas obras, é um dom. O caminho da salvação erguido por Deus é receber a Cristo pessoalmente, confiando NELE somente para nos salvar. Não podemos fazer-nos “dignos” da Graça de Deus. Salvação é um dom gratuito ao indigno, ao que não merece, e todos nos estamos nesta categoria. (Cristo morreu pelos ímpios). Romanos 5.6. E efésios 2:8.9.

Necessitamos de uma nova natureza!

O Senhor deseja que você saiba que há somente um caminho para salvação, e esse é mediante o nascer de novo. João 3:7 “importa-vos nascer de novo.” João 1:2 diz-nos como! “Mas a todos quanto o receberam, deu lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber, aos que creem no seu nome”. Aceitar a Jesus é a única maneira de nascer de novo. Não somos filhos de Deus por natureza. Devemos receber a Cristo a fim de nos tornarmos filho de Deus.
A salvação é instantânea. No momento em que nos arrependemos que deixamos nossos pecados e nos voltamos para Jesus, somos salvos de maneira instantânea. (Lucas 23.43) uma resposta instantânea de salvação ao clamor confiante do ladrão.
O Salvador eterno deseja que você saiba que a salvação é si males. (Romanos 10:13) porque todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo. Essa é taxativamente a recompensa da palavra de Deus para todos aqueles que desejam ardentemente a salvação eterna.
A realidade de sua salvação mostrar-se em sua reação, de amor em obediência ao seguir a Jesus Cristo. (João 14.23.) ”Se alguém me ama, guardara a minha palavra.” Se você realmente foi salvo, você obedecerá! Entre outras, isto significa que você saíra da frieza espiritual, e seguirá ao Cristo Bíblico.

Condições de salvação

A expressão condições da salvação significa o que Deus exige do homem a quem ele aceita por causa de Jesus Cristo e aquém dispensa as bênçãos do evangelho da graça. As escrituras apresentam o arrependimento e a fé como convicções da salvação; o batismo nas águas é mencionado como símbolo exterior da fé interior do convertido.


Conclusão: 
O plano salvifico de Deus é completo. Ainda que muitos procurem dicotomiza-lo, ELE permanece claro e acessível ao homem. Todo o processo de salvação é garantindo pelo criador. “Interpretações desta ou daquela forma não comprometem os resultados”. ”O evangelho é o poder de Deus e salvação para todo aquele que crê”. O plano é divino sem interferência do homem,

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013


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Por Jáder Borges
Chegamos na cidade de Minneapolis no mês de outubro e o final do outono anunciava que um rigoroso inverno viria pela frente, com possibilidades de tempestades de neve. À medida que o mês ia passando, casas e lojas iam intensificando as decorações do “Halloween”, o tradicional “dia das bruxas”, quando pregar peças nos outros em forma de sustos e festinhas embaladas com vampiros dançando com múmias, fica liberado. Crianças percorrem casas perguntando algo como “travessuras ou doces?”, e assim, todos esperam a noite cair, para que monstros e abóboras desfiguradas comandem a festa, ao som de muito agito, “Halloween”. O que esta palavra significa? A Funk and Wagnalls New Encyclopedia informa que este termo é aplicado à noite que precede o “dia de todos os santos”, uma espécie de abreviação-referência de “Allhallows Evening” (uma tradução mais literal de “Allhallows Evening” seria: “Noite de todos os consagrados”…).
Estão brincando com coisa séria…
A onda do Halloween vem crescendo no Brasil, levantada por centenas de cursos de inglês, escolas com fortes influências americanas, seriados de TV e por muitos jovens que tiveram contato com a América, seja através de estudo ou intercâmbio, e que têm fascínio pela cultura norte-americana. Na comemoração do Halloween, o que se escuta como justificativa é que este é um dos meios mais divertidos de se passar um pouquinho mais a cultura daquele país para os interessados e que tudo não passa de uma divertida e diferente aula de inglês, ou de sociologia, simplesmente carregada na maquiagem e nas sombras. Seria “brincadeira” mesmo? De onde vem o Halloween?
A “brincadeira” do Halloween não tem nada de brincadeira na sua origem. Quando se busca no tempo e na história, nesta época do calendário, os druidas (espécie de feiticeiros, antigos sacerdotes entre os gauleses e bretões), costumavam erguer fogueiras para invocação de Saman, o senhor da morte! Pelo menos outros quatro espíritos também eram invocados, com a finalidade de se consultar sobre o futuro ou sobre coisas ocultas. O povo celta também acreditava que nesta data os espíritos dos mortos voltavam à terra para visitar os lares durante a noite. Os romanos, após conquistarem a Grã-Bretanha, adotaram para si as crenças do Halloween, num de seus festivais rituais, em honra à deusa Pomona, senhora das frutas e das árvores.
Como podemos ver, a fonte dessa “brincadeira” traz consigo rituais e invocações a espíritos, tanto de demônios, como de mortos, coisas estas que a Palavra de Deus, a Bíblia, enfaticamente recomenda para não serem feitas, sob grande risco de tremendos distúrbios emocionais e espirituais. A Bíblia diz para não brincarmos e nem mexermos com o oculto, exatamente porque não existe nada de divertido nas densas trevas espirituais, de onde o Halloween se origina (veja Dt.18.9-14; 20.17,18; Is. 8.19; etc). Todos nós sabemos que quem brinca ao volante de um carro, pode se machucar seriamente; que quem brinca com fogo, pode se queimar… e, que quem brinca com uma arma, pode tombar, vítima de um disparo avassalador. Portanto, não brinque com práticas e representações que se aproximam daquilo que Deus avisou para não ser copiado, ou ridicularizado. As penas poderão ser muito duras.
Ora, irmão, deixe de exagero…
Vampiros, múmias, duendes travessos, fantasmas, feiticeiras e diabinhos; muitos diabinhos…. tudo infernalmente e “divertidamente” fantasiado… Que mal há nisto? Estes e muitos outros ícones do mal estão deixando de assustar as pessoas hoje em dia, e nem o velho diabo assusta mais. Evolução dos tempos? Não. Involução espiritual. O povo se distanciou da Palavra de Deus e penetrou por muitos caminhos, grande parte deles escuros e perigosos. Hoje, brinca-se com o diabo, porque não se acredita mais nele. Jesus Cristo sempre acreditou no diabo e teve com ele e suas hostes, grandes batalhas. O Filho de Deus sempre considerou sua astúcia e terrível maldade, sendo a única Autoridade a quem o diabo teme. Por que brincaria eu com o diabo, se nas páginas da Bíblia ele não tem nada de divertido? Ridicularizaria eu uma cascavel prestes a dar o bote?! Cutucaria uma onça com vara curta, estando a jaula aberta? Rapaz e moça… não brinquem com o diabo, pois ele não brinca com vocês. O que ele quer é devorar vidas! (1a Pe.5.8). Não se aproxime de qualquer ícone do mal nem se fantasie dele, sob o risco de sofrer terríveis perturbações espirituais, de origens demoníacas. Nem Jesus desacreditou da existência do diabo, e nem os anjos o fazem, por que faríamos nós? “Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo… não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” (Jd. v9). Quem nos informa isto é a Bíblia, a Palavra de Deus. E a Palavra de Deus não mente.
Depressões profundas, ideias suicidas, afundamento nos vícios, bárbaros assassinatos cometidos por jovens, escutar sons de gargalhadas horripilantes e vozes do além pela casa, tudo isso vem acontecendo com milhares de jovens em todo o mundo, que um dia ousaram “brincar” com o diabo ou com ícones a ele associados, e caíram, vítimas de seus laços mortais. Perderia Saman, tido como o senhor da morte, a primeira oportunidade de matar? Acredito que não. (“Saman” é um dos nomes com os quais Satanás se disfarça).
Finalizando, o meu conselho e incentivo é para que você não embarque nesta onda de “Halloween”, só porque a sua escola, ou a sua turma está fazendo tal festa. Professores, lembrem-se que também compete a vocês zelaram pelo bem-estar dos alunos. Não os empurre para iniciações com o mundo das trevas, nem por brincadeira! Desistam de qualquer “brincadeira” do Halloween enquanto ainda é tempo, pois ninguém precisa de Halloween para se divertir, exatamente por não haver diversão em maldições. O que todos nós precisamos é de seguir Jesus Cristo, para sermos verdadeiramente felizes.
Portanto, não vá com os outros, nem que os outros formem multidão. A história está repleta de casos em que a multidão estava completamente desnorteada, pagando um alto preço por causa disso. No caso específico do Halloween, muitos adolescentes e jovens entraram nessa “brincadeira” sem saber das profundas armadilhas espirituais escondidas por trás da “diversão” e hoje sofrem grandes tristezas. Jovens, não deem ouvidos à voz do povo, pois isso nem é bíblico, e trata-se de uma tremenda armação. A voz do povo nunca será a voz de Deus, ainda mais quando empurra pessoas para práticas que Deus condena! A Bíblia é que é a Voz de Deus! Escute o que ela diz: “Não seguirás a multidão para fazeres o mal”… (Êx.23.2a). “Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos? Respondeu-Lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna” (Jo 6:68).
***
Jáder Borges Filho é pastor da Igreja Presbiteriana do Jardim Satélite, em São José dos Campos (SP), e foi secretário geral do Trabalho com a Infância da IPB (2006-2010). Estudou no Seminário do Recife e na Theologisches Seminar Ewersbach, na Alemanha. Promove o Congresso Infantil Primeiros Passos, voltado para quem trabalha com crianças, EBD e departamentos infantis.
Fonte: Editora Fiel, via Bereianos.
Postado por PASTOR MARCELO às 10:33 http://img1.blogblog.com/img/icon18_email.gif 


PORQUE EU NÃO CREIO EM APÓSTOLOS CONTEMPORÂNEOS.

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Por Ruy Marinho
Há quem defenda que nos dias de hoje Deus tem levantado uma geração apostólica, restaurando “ministérios perdidos” durante séculos através de novos apóstolos, supostamente com os mesmos poderes (e até maiores) que os escolhidos por Jesus na igreja primitiva. Muitos deles chegam a declarar novas revelações extrabíblicas, curas e milagres extraordinários, liberando palavras proféticas e unções especiais, vindas diretamente do “trono de Deus” para a Igreja. Seus seguidores constantemente ouvem o termo “decretos apostólicos”, dos quais afirmam que uma vez proclamados por um apóstolo, há de se cumprir fielmente a palavra profética, pois o apóstolo é a autoridade máxima da igreja, constituído diretamente por Deus com uma unção especial diferenciada dos demais membros.
No site de uma “conferência apostólica” ocorrida há alguns anos, narraram à seguinte declaração de um apóstolo contemporâneo: “A segunda noite de mover apostólico invadiu os milhares de corações presentes nesta segunda noite de Conferência Apostólica 2006. Com a ministração especial do Apóstolo Cesar Augusto a respeito do “Ser Apostólico”, todos ficaram impactados com mais esta revelação vinda direto do altar do Senhor para seus corações. Ser Apostólico é valorizar a presença de Deus, é ser fiel, é crer que Deus pode transformar, é ter uma unção especial para conquistar o melhor da terra e, por fim, é crer que Deus age hoje em nossas vidas. [...] Todos saíram do Ginásio impactados por esta revelação, saíram todos apostólicos prontos para conquistar o Brasil e o mundo para Jesus.” [1]
Peter Wagner, um defensor do apostolado contemporâneo, define o dom de apóstolo nos dias de hoje da seguinte forma: “O dom de apóstolo é uma habilidade especial que Deus concede a certos membros do corpo de Cristo, para assumirem e exercerem liderança sobre um certo número de igrejas com uma autoridade extraordinária em assuntos espirituais que é espontaneamente reconhecida e apreciada por estas igrejas. A palavra chave nesta definição é AUTORIDADE, pois isto nos ajuda a evitar um erro muito comum que as pessoas fazem ao confundirem o dom do apóstolo com o dom de missionário.” [2]
Com estas declarações, podemos deduzir logicamente duas coisas: Ou o ministério apostólico contemporâneo é uma realidade na Igreja nos últimos dias, ou estamos diante de uma grande distorção bíblica, na qual precisa ser rejeitada e combatida urgentemente. Se a primeira hipótese estiver correta, então obviamente não devemos questioná-los, além de aceitar como verdade de Deus tudo o que vier dos mesmos. Caso contrário, resta-nos rejeitar totalmente as palavras e as reivindicações proféticas destes apóstolos contemporâneos por serem antibíblicas.
Para ter plena certeza do que se trata, não existe alternativa a não ser partir para a análise bíblica, pois a Palavra de Deus é a nossa única regra de fé e conduta, base normativa absoluta para toda e qualquer doutrina. Portanto, da mesma forma que os bereianos de Atos 17:11 fizeram quando receberam as palavras do Apóstolo Paulo, devemos também analisar esta questão sob à luz das escrituras.
A primeira pergunta que devemos fazer é: existem apóstolos nos dias de hoje? Para chegar à resposta, primeiramente precisamos entender quem foi os apóstolos na igreja primitiva. Para tanto, é necessário verificar o fator etimológico da palavra Apóstolo. Biblicamente, esta palavra significa “enviado, mensageiro, alguém enviado com ordens” (grego = apostolos), é utilizada no Novo Testamento em dois sentidos: 1º – Majoritariamente de forma técnica e restrita aos apóstolos escolhidos diretamente por Cristo; 2ª – Em sentido amplo, para casos de pessoas que foram enviadas para uma obra especial. Neste último, a palavra utilizada provém da correlação verbal do substantivo “apóstolo” e o verbo em grego “enviar” (grego = apostello).[3] Das 81 vezes que a palavra apóstolo e suas derivações aparecem no texto grego do Novo Testamento, 73 vezes é utilizada no sentido restrito ao grupo seleto dos 12 apóstolos de Cristo, apenas 7 vezes no sentido amplo (Jo 13:16, 2Co 8:23, Gl 1:19, Fl 2:25, At 14:4 e 14, Rm 16:7) e uma vez para Jesus Cristo em Hb 3:1. [4]
Podemos perceber que, em tese, qualquer pessoa que é “enviada” para um trabalho missionário é um apóstolo. Porém, os problemas aparecem quando alguém propõe para si a utilização do termo no sentido restrito ao ofício de apóstolo.
Biblicamente, havia duas qualificações específicas para o apostolado no sentido restrito: 1ª – Ser testemunha ocular de Jesus ressurreto (Atos 1:2-3, 1:21-22, 4:33 e 9:1-6; 1Co 9:1 e 15:7-9); 2º – Ter recebido sua comissão apostólica diretamente de Jesus (Mt 10:1-7, Mc. 3:14, Lc 6:13-16, At 1:21-26, Gl 1:1 e  1:11-12 ). Este fato leva-nos a questionar: quem comissionou os apóstolos contemporâneos?
Depois da ressurreição, Jesus apareceu para os apóstolos comissionados por ele próprio e também para várias pessoas, sendo Paulo o último a vê-lo: “Depois foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo. Porque eu sou o menor dos apóstolos…” (1Co 15:7-9). No grego, as palavras “depois de todos” é “eschaton de pantwn”, que significa literalmente “por último de todos”. [5]
Paulo foi o último apóstolo comissionado por Jesus (At 9:1-6). Posteriormente, não encontramos base bíblica para afirmar que exista uma sucessão ou restauração ministerial de apóstolos. Todas as tentativas para justificar uma suposta restauração do ofício apostólico nos dias de hoje, partiram de interpretações alegóricas, isoladas e equivocadas de textos bíblicos.[6] Na história da igreja, não temos nenhum grande líder utilizando para si o título de apóstolo. Papias e Policarpo, que eram discípulos dos apóstolos e viveram logo após o ministério apostólico, não utilizaram esse título. Nem mesmo grandes teólogos e pregadores da história como Agostinho, Calvino, Lutero, Wesley, Whitefield, Spurgeon – entre tantos outros, utilizaram para si o título de apóstolo.
Os apóstolos tiveram um papel fundamental para o estabelecimento da Igreja. Nesta construção, Jesus foi a pedra angular e o fundamento foi posto pelos apóstolos e profetas, conforme descrito em Efésios 2:19-20: “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular”. Esta passagem é o contexto direto de Efésios 4:11 “E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres”. Ora, se já temos o alicerce pronto, qual a necessidade de construí-lo novamente? Na verdade não há possibilidade, pois tudo o que vier posteriormente deverá ser estabelecido sobre esta base, conforme alertado pelo apóstolo Paulo: “Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.” (1Co 3:10-11)
Como fundamento da Igreja, os apóstolos possuíam plena autoridade dada pelo próprio Jesus Cristo para designar suas palavras como Palavra de Deus para a igreja em matéria de fé e prática. Através desta autoridade apostólica mediante o Espírito Santo é que temos hoje o que conhecemos como cânon do Novo Testamento, escritos pelos apóstolos. Além disso, faziam parte das credenciais dos apóstolos: operar milagres e sinais extraordinários como curas de surdos, aleijados, cegos, paralíticos, deformidades físicas, ressurreições de mortos etc. (2Co 12:12). Eu creio que Deus opera curas em resposta à orações conforme a vontade soberana d’Ele, porém não creio que as mesmas aconteçam através do comando verbal de novos apóstolos, da mesma forma que era feito pelos apóstolos na igreja primitiva de forma extraordinária.
Outro grande problema que encontramos no título de apóstolo nos dias de hoje é que, automaticamente as pessoas associam o termo aos 12 apóstolos de Jesus. Quem lê o Novo Testamento, identifica a grande autoridade atribuída ao ofício de apóstolo e consequentemente esta autoridade será ligada aos contemporâneos. Quem reivindica o título de apóstolo, biblicamente está tomando para si os mesmos ofícios dos apóstolos comissionados por Jesus, colocando as próprias palavras proferidas ou escritas em pé de igualdade e autoridade dos autores do Novo Testamento. Afinal, os apóstolos tinham autoridade para receber revelações diretas de Deus e escrevê-las para o uso da Igreja. Se admitirmos que existam “novos apóstolos”, devemos assumir que a Bíblia é insuficiente e que as palavras dos contemporâneos são canônicas, o que é absolutamente impossível e antibíblico!
Não podemos deixar de citar o festival de misticismo antibíblico praticado por muitos apóstolos contemporâneos, tais como: atos proféticos, novas unções, revelações extrabíblicas, maniqueísmo, manipulação e coronelização da fé através do conceito “não toqueis nos ungidos”, judaização do evangelho etc. Além disso, o próprio modo de vida deles mostra o oposto dos originais, os apóstolos de Cristo tiveram vida humilde, foram presos, açoitados, humilhados e todos (com exceção de Judas Iscariotes que suicidou-se e João que teve morte natural) morreram martirizados por pregarem o evangelho. Ao contrário disso, os contemporâneos vivem uma vida com patrimônios milionários, conforto e prosperidade financeira. Quando sofrem algum tipo de “perseguição”, as mesmas são decorrentes à contravenções penais com a justiça.
Após esta breve análise, concluo que não há apóstolos hoje! O apostolado contemporâneo é uma distorção bíblica gravíssima que reivindica autoridade extrabíblica, da mesma forma que a sucessão apostólica da Igreja católica romana e os Mórmons. Por isso, devemos rejeitar a “restauração” do ofício apostólico, pois os apóstolos contemporâneos não se encaixam nos padrões bíblicos que validam o apostolado, bem como não existe base bíblica que autorize tal restauração.
Sola Scriptura!
Notas:
[1] – Conferência apostólica 2006, site oficial.
[2] – Citado no ítem reforma apostólica do site Lagoinha.com[3] – Dicionário Bíblico Strong – Léxico Hebr., Aram. e Grego – SBB – 2002, pág. 1214, nº649/652.
[4] – Concordância Fiel do Novo Testamento Grego – Português, Ed. Fiel, Vol. I, pág. 84
[5] – Citado no artigo: Carta ao Apóstolo Juvenal, por Rev. Augustus Nicodemus Lopes.
[6] – Para verificar diversas refutações ao apostolado contemporâneo, clique aqui!
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- Ruy Marinho é editor do Blog Bereianos e colunista do Púlpito Cristão.



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Por Renato Vargens
O Romanismo possui similaridades interessantíssimas com o neopentecostalismo brasileiro, até porque, ambos fundamentam suas doutrinas e comportamentos em três pilares, as Escrituras Sagradas, a tradição e autoridade apostólica papal.
Na verdade, tanto católicos como neopentecostais não consideram na prática (ainda que neopentecostais afirmem o contrário) a Bíblia como única e exclusiva regra de fé. Isto porque, para ambos os movimentos, a tradição bem como a experiência adquirida com o sagrado, possuem um enorme peso na consolidação de suas doutrinas. Junta-se a isso, o fato de que as duas correntes possuem em suas estruturas eclesiásticas lideres papais, cuja autoridade apostólica é inquestionável. Além disso, ambos mercantilizam a fé, comercializando as benesses divinas, oferecendo aos fiéis objetos sagrados que possuem em si poder suficiente para operar milagres. Quanto à práxis litúrgica o neopentecostalismo faze-nos por um momento pensar que regressamos aos tenebrosos dias da idade média, onde como no século XVI, (veja o vídeo abaixo) a manipulação religiosa se faz presente mediante os pseudo-apóstolos que em nome de Deus estabelecem doutrinas que se contrapõem a Palavra revelada do Senhor.
Tanto o Romanismo como o neopentecostalismo brasileiro entendem que as bênçãos de Deus não são frutos de sua maravilhosa graça, mais sim, conseqüência diretas de uma relação baseada na troca ou no toma-lá-dá-cá. Neste contexto, tudo é feito em nome de Deus e para se conseguir a benção é absolutamente necessário pagar e pagar alto! Por favor, responda sinceramente: Qual a diferença da oferta extorquida do povo sofrido nos dias atuais pra venda das indulgências da idade média? Qual a diferença dos utensílios vendidos no século XVI, para os que comercializados em nossos templos nos dias de hoje?
O que me chama atenção, é que a igreja evangélica brasileira diante de tanta sandice ainda advoga a causa de que estamos vivendo momentos de um genuíno avivamento. Outra vez lhe pergunto: Será? Que avivamento é esse, que não produz frutos de arrependimento? Que avivamento é esse que não muda o comportamento do crente? Que avivamento é esse que não converte o coração do marido a esposa e vice-versa? Que avivamento é esse que dicotomiza a relação entre pais e filhos? Que avivamento é esse que relativiza a ética?
Amados, acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos. Sem sombra de dúvidas necessitamos desesperadamente de uma nova reforma, por que caso contrário a vaca vai para o brejo.
Soli Deo Gloria,
Renato Vargens

segunda-feira, 22 de outubro de 2012



Quem vai me impedir de assistir a novela "Salve Jorge"?





Hermes C. Fernandes


Está marcada para hoje a estreia da nova novela das 9 na Rede Globo de Televisão. Imagino a tensão que deve envolver o lançamento de uma novela para substituir um fenômeno como foi “Avenida Brasil”. Não bastasse isso, eis que surge nas redes sociais uma campanha de boicote ao folhetim. De acordo com os promotores da campanha, o título da novela seria um insulto aos evangélicos, pois implicaria numa invocação a Ogum, entidade venerada por cultos afro-brasileiros, que graças ao sincretismo, é identificada com Jorge da Capadócia, ou simplesmente, São Jorge, santo da devoção católica. Alguns chegam a sugerir que assistir a “Salve Jorge” poderia atrair maldições.

Em se tratando de marketing, creio que Rede Globo deu um tiro no pé. Não dá pra prescindir da audiência de 40 milhões de evangélicos. A Rede Record agradece!

É claro que alguns pastores se aproveitarão para tentar incrementar a frequência dos seus cultos, abalada nas últimas semanas de “Avenida Brasil”. Nada mais eficaz do que usar o medo para coibir que os crentes deem audiência à nova novela.

Prefiro ficar fora deste tipo de campanha, por entender que qualquer que seja nossa postura, deve ser fruto de uma consciência bem resolvida e não de um boicote idiota, bem ao estilo do promovidos pelos crentes americanos aos produtos da Disney. Isso revela o grau de imaturidade e alienação em que a igreja brasileira se encontra.

Quem imagina que isso seja um fenômeno recente no cristianismo, deve checar suas fontes. A igreja em Colossos sofreu o assédio deste tipo de fundamentalismo. Paulo, como defensor da liberdade cristã, combateu-o ferozmente. “Tende cuidado”, adverte o apóstolo, “para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”. E argumenta: “Se estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, como: Não toques, não proves, não manuseies? (estou certo de que se fosse hoje, ele incluiria “não assistas”). Todas essas coisas estão destinadas ao desaparecimento pelo uso, porque são baseadas em preceitos e ensinamentos dos homens. Têm, na verdade, aparência de sabedoria, em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum contra a satisfação da carne” (Cl.2:8,20-23).

Ninguém tem o direito de meter-se na vida privada do seu semelhante, prescrevendo o que deve ou não ser assistido, consumido, ouvido, etc. Cada qual deve avaliar por si mesmo. Para isso, temos recebido o Espírito Santo de Deus.

Se eu estiver em casa, e a novela estiver sendo exibida, nada me impede de parar e assisti-la. Se chegar alguém na hora, não vou trocar de canal. “Pois por que há de a minha liberdade ser julgada pela consciência de outrem?” (1 Coríntios 10:29). Foi para a liberdade que Cristo nos libertou!

Caso eu resolva não assistir, terei minhas próprias razões. Não será por medo de maldição. Nem por boicote que serve aos interesses da emissora concorrente. Não sou obrigado a assistir, tampouco obrigado a não assistir. Minha consciência que decidirá.

Quanto ao título do folhetim, não me causa qualquer mal-estar. Basta conhecer um pouco a história de Jorge da Capadócia para se dar conta de quem foi um homem temente a Deus, que morreu por amor ao Evangelho e por posicionar-se contrário à idolatria.

Também não estimulo ninguém a ausentar-se do culto para assistir a qualquer que seja a novela, seriado, filme, ou mesmo, algum programa evangélico. O culto ao Senhor é insubstituível. Quem se banqueteia com o Senhor jamais vai trocar o pão que vem do céu por um prato de lentilhas azedas.

Um povo bem alicerçado na Palavra saberá ver de tudo, retendo somente o que for bom. Somos pastores, não xerifes ou censores. Nosso papel é ensinar e ser exemplos, não policiar e cercear a liberdade daqueles que nos foram confiados.



Hermes Fernandes não dá refresco para legalista e nem poupa hipócrita


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